Falando em saúde

17 jun Febre Zika

                   A Copa do Mundo de 2014 no Brasil trouxe milhares de turistas ao país, aumentando o risco de novas doenças no nosso meio. Com a presença maciça do mosquito Aedes aegypti como vetor, acabamos conhecendo velhos vírus de outros países, como o Chicungunha e o Zika, da mesma família do Dengue e com sintomas bastante semelhantes. Apesar de ter uma letalidade mais baixa, o Zika no início dos sintomas praticamente não se diferencia dos membros de sua família. Ele possui febre e manchas como principais características, por isso rubéola e uma variante de Dengue foram as principais suspeitas no início.

                  Dor de cabeça, no corpo e nas articulações, febre por volta dos 38 graus, náuseas e mal-estar e manchas no corpo são alguns sintomas encontrados em Dengue e Zika. Eles costumam surgir dez dias após a picada do mosquito. Como os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, é importante ir ao Hospital diagnosticar o problema e iniciar o tratamento adequado.

                   A enfermidade é autolimitada. Ainda não existe vacina contra a doença. Em poucos dias, o organismo se encarrega de combater o vírus. “Não há tratamento específico para febre Zika. O cuidado principal é repouso e hidratação vigorosa. Deve-se fazer uso de medicações para melhora dos sintomas, sempre evitando os salicilatos (AAS e derivados). Os sintomas tendem a diminuir três a cinco dias após seu início” afirma o Infectologista do Serviço de Clínica Médica do Real Hospital Português, Filipe Prohaska Batista.

                      Os médicos ainda encontram dificuldade para distinguir a Zika da Dengue e do Chicungunha. “No início dos sintomas é impossível diferenciar essas três doenças. Ela é bem menos agressiva, porém devemos proceder os cuidados semelhantes aos casos de Dengue, devido a sua maior letalidade e morbidade. Devemos sempre ter uma importante hidratação, repouso e ter cuidados com os sinais de alerta” explica Prohaska.  A única forma de prevenir é combater os focos do mosquito Aedes, evitando deixar água acumulada em recipientes.