Falando em saúde

28 jan Labirintite

O labirinto, também chamado de orelha interna, é o órgão responsável pela audição e pelo equilíbrio corporal que, quando inflamado, causa tonturas, transpiração excessiva, desequilíbrio e náuseas. A doença é popularmente conhecida como labirintite, porém não é a única doença do labirinto. Existem doenças labirínticas, que também causam tonturas, relacionadas com a idade, com alterações metabólicas, vasculares e doenças hormonais.

A labirintite, comumente, é ocasionada por infecção (viral ou bacteriana) e através de intoxicação alimentar ou de substâncias inaláveis, porém é uma doença aguda, que desaparece dentro de poucos dias e, de modo geral, não compromete a saúde do paciente. Nos casos de etiologia bacteriana, a perda parcial ou total da audição do ouvido acometido é um risco eminente para os portadores da doença.

Segundo o otorrinolaringologista Sílvio Caldas, o repouso associado a medicações antivertiginosas e antieméticas (contra vômitos), para qualquer caso de labirintite ou de outras doenças labirínticas, é o tratamento indicado para aliviar os sintomas. Para sanar a causa da inflamação podem ser utilizados antivirais, antibióticos ou corticosteróides.

Ainda de acordo com o especialista, não há como prevenir o paciente de ter uma labirintite, a não ser evitando o contato com agentes agressivos. Mas, nos casos de crises vertiginosas causadas por doenças crônicas do labirinto, a maneira de se evitar a tontura é tratar a causa básica e levar uma vida com atividades físicas regulares e ter uma boa alimentação. Medicamentos de uso prolongado, às vezes, também podem ser úteis nesses casos, para estabilizar a função do labirinto. “Alguns alimentos devem ser evitados no momento da crise por poderem irritar o labirinto. O açúcar é o maior vilão, devendo ser eliminado, inclusive os doces. Porém é preciso ter cuidado também com as bebidas alcoólicas, o café, o chá preto e o chocolate”, alerta o médico.


DICAS:

Evitar o fumo ou outros hábitos nocivos;

Eliminar o consumo de açúcar;

Fazer exercícios físicos e manter uma alimentação balanceada;

Não ingerir bebidas alcoólicas, café, chá preto e chocolate em excesso.