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29 out Dia Mundial de Combate ao AVC

Neurologista do RHP fala sobre risco, sintomas e tratamento do acidente vascular cerebral

O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando surge um déficit neurológico agudo, de origem vascular. O AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico. No isquêmico, ocorre uma obstrução ou redução brusca do fornecimento de sangue para uma determinada área de cérebro, provocada por entupimento da artéria responsável por esse fornecimento. No hemorrágico há uma ruptura espontânea de um vaso, com extravasamento de sangue para o interior do cérebro.

O tempo de atendimento médico quando ocorre o AVC é fundamental para o paciente. Existem alguns sinais que ocorrem na maioria dos casos, como fraqueza ou formigamento na face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo; confusão, alteração da fala ou da compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); e dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente.

“Se você ou alguém conhecido apresentar algum desses sintomas, não espere melhorar. Procure um atendimento de urgência, através do SAMU, para os primeiros procedimentos e o encaminhamento a um hospital especializado no atendimento de AVC”, alerta a neurologista Feliciana Castelo Branco. A médica também informa que é importante, se possível, anotar o horário em que apareceram os primeiros sintomas.

Algumas limitações no tratamento a pacientes com AVC se devem à demora entre o início dos sintomas e o atendimento em uma unidade hospitalar especializada, impactando diretamente na recuperação. “O RHP possui uma equipe composta por neurologistas de plantão 24h e cirurgiões endovasculares de prontidão, para os casos onde se faz necessária uma intervenção. Além disso, temos uma unidade de terapia intensiva voltada para esses pacientes. Desde a fase aguda, iniciamos a reabilitação com fisioterapia motora e respiratória e fonoterapia”, relata. 

Os principais fatores de risco são idade e sexo. Quanto mais velha uma pessoa, maior a chance de vir a ter um AVC, embora possa ocorrer em outras faixas etárias. Pessoas do sexo masculino e da raça negra também têm maior tendência ao desenvolvimento de AVC.

Outros fatores que contribuem para o surgimento do AVC são história prévia de doença vascular e doenças do coração, hipertensão e diabetes. Os hábitos de vida também podem contribuir, como tabagismo, sedentarismo, obesidade e o consumo excessivo de álcool e outras drogas. O uso de pílulas anticoncepcionais, sobretudo por mulheres fumantes, hipertensas e portadoras de enxaqueca completa a lista dos fatores de risco.

A prevenção se dá com a adoção de alguns hábitos, como praticar exercício físico regularmente; manter uma alimentação variada e equilibrada, com redução de sal; não fumar; moderar a ingesta de bebidas alcoólicas; e controlar doenças crônicas como hipertensão, diabetes e dislipidemia com visitas periódicas ao médico.

O AVC pode levar a graves sequelas que interferem na capacidade de trabalho e nas atividades diárias, que podem ser permanentes e graves, causando severas deficiências. Alguns pacientes podem ficar acamados, sem falar, sem andar e com dificuldades para alimentar-se. “As sequelas devem ser tratadas com reabilitação, realização de fisioterapia e fonoterapia, além de terapia ocupacional”, finaliza a neurologista.