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16 set Real Hospital Português: 165 anos de tradição e cuidado

Real Hospital Português: 165 anos de tradição e cuidado
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Instituição comemora, hoje, com programação virtual

O ano de 1855 marcava uma epidemia do cólera no Recife. O médico português José de Almeida Soares Lima Bastos, então presidente do Gabinete Português de Leitura, fundou o Hospital Português de Beneficência em Pernambuco, para tratar os acometidos pela enfermidade, fossem portugueses ou pernambucanos. Em 2020, o mundo se vê assolado pela pandemia da Covid-19. E, mais uma vez, o espírito beneficente e aguerrido toma conta da Instituição, no ano em que completa 165 anos.

Iniciar o ano com a notícia de uma doença desconhecida fez com que o Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco planejasse o atendimento aos acometidos pela Covid-19. Os primeiros pacientes do Estado foram tratados no Hospital, que estruturou-se desde o início para garantir ambientes e leitos isolados para receber os pacientes com sintomas de gripe. A enorme estrutura física auxiliou nesse processo, permitindo segurança para as equipes e os pacientes. Outro aspecto fundamental para que a Instituição enfrentasse a pandemia foi o trabalho dedicado dos mais de 5.600 colaboradores – assistenciais, operacionais e administrativos – e um treinamento incansável, atento aos protocolos de prevenção.   

Com isso, a assistência prestada pelo Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco tornou-o referência também no atendimento aos pacientes com a Covid-19. Até o mês de agosto, 11.880 pessoas passaram pela Emergência Maria Fernanda, local para os pacientes com sintomas de gripe. Nesse período, 2.510 pacientes precisaram de internamento, sendo 370 deles encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A preocupação com os mais carentes está no DNA da Instituição, que destinou 50 leitos de UTI exclusivamente aos pacientes SUS com a Covid-19.

Com a retomada dos procedimentos eletivos, foi instituído um novo fluxo de atendimento – o Fluxo Azul – para internamentos, clínicas, laboratórios e serviço de imagem, permitindo que os pacientes sem sintomas de gripe pudessem retomar consultas, exames e cirurgias suspensas até então. Já os pacientes que precisam de atendimento emergencial ou eletivo por causa de sintomas de gripe, seguem o Fluxo Amarelo, que continua com ambientes isolados e equipes distintas. Vale ressaltar que em nenhum momento deixaram de ser realizados os procedimentos cirúrgicos de emergência e urgência, a rotina dos pacientes internados ou outro atendimento em que a não realização representasse agravo à situação do paciente.

Por entender que mesmo durante a pandemia outras especialidades precisam de atenção, o Real Hospital Português continuou investindo no parque tecnológico. Prova disso é a chegada do novíssimo Angio-CT 4D, equipamento pioneiro na América Latina e que será utilizado no tratamento minimamente invasivo em oncologia, vascular e neurologia.

Além da inovação, outro pilar fundamental é a capacitação profissional, tudo com foco no cuidado seguro e humanizado. O compromisso com a formação profissional aparece ainda no século XIX, quando a Instituição iniciou o treinamento às equipes de enfermagem, profissionais escassos na época. Ao longo dos anos, formou muitos médicos e treinou outros milhares de profissionais das mais diversas áreas da assistência. Em 2009, lançou o primeiro Programa de Residência Médica em Geriatria de Pernambuco. Hoje, o consolidado programa – coordenado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Ferreira da Costa – é composto por residências em várias especialidades médicas e multidisciplinares. Em 2018, foi criada a Escola de Saúde do Real Hospital Português, voltada para a capacitação técnica e o aperfeiçoamento profissional.

Considerado um dos mais completos centros de excelência em saúde do Brasil, o Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco é acreditado pela Joint Commission International (JCI) e administrado por uma Junta Administrativa, capitaneada pelo Provedor Alberto Ferreira da Costa.

 

História – O médico português José de Almeida Soares Lima Bastos fundou o Hospital Português de Beneficência em Pernambuco. A Sessão Magna de instalação ocorreu no Gabinete Português de Leitura, no dia 16 de setembro de 1855, data na qual se festejava a subida ao trono de D. Pedro V. Em 2 de julho de 1856, o Rei de Portugal coloca sob a sua Real Proteção o hospital recifense. Em 1857, o Hospital Português é transferido da Boa Vista, onde funcionou provisoriamente, para um sobrado às margens do Capibaribe, numa área conhecida como Sítio do Cajueiro, onde até hoje se encontra. Posteriormente, em 1907, D. Carlos I confere o título de REAL ao Hospital Português de Beneficência em Pernambuco.

SUS –Além do atendimentos aos pacientes com a Covid-19, o credenciamento junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) se dá nas especialidades de cirurgia cardíaca, radiologia intervencionista, cirurgia vascular de alta complexidade, hemodiálise e transplantes de coração, rins, fígado e medula óssea.

Beneficência – O espírito da beneficência foi o elemento inspirador da criação do Real Hospital Português. Com o objetivo de concentrar os atendimentos beneficentes em um espaço próprio, foi fundado em 16 de agosto de 1984 o Ambulatório de Beneficência Maria Fernanda, que ganhou novas instalações em 2006. Além de todo atendimento médico gratuito, o serviço promove um importante trabalho de prevenção realizando, periodicamente, campanhas para promoção da saúde em diversas comunidades do Recife.

Estrutura –O complexo hospitalar ocupa um terreno de 83.832 m2, tendo de área construída 130.885 m2. Possui 850 leitos ativos e realiza, mensalmente, cerca de 20 mil atendimentos nas emergências e mais de 2.500 internamentos. Emprega, diretamente, mais de 5.600 funcionários e 2.000 médicos cadastrados. São mais de 60 clínicas especializadas, além de serviço de imagem e laboratórios de análises clínicas e patológicas.