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30 set Real Hospital Português promove ação Setembro Verde

Real Hospital Português promove ação Setembro Verde
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Objetivo da campanha é incentivar a doação de órgãos e tecidos

Nesta segunda-feira (28), o Real Hospital Português mobilizou colaboradores e visitantes em prol da campanha Setembro Verde. Habilitada em quatro modalidades de transplantes – rim, coração, medula óssea e fígado – a Instituição sabe como é importante incentivar a doação de órgãos e tecidos, para proporcionar qualidade de vida e permitir uma continuidade de sonhos e projetos para esses pacientes.

No Brasil, a doação precisa ser autorizada pela família, por isso é importante deixar claro para seus parentes o desejo de se tornar um doador. “Muitas pessoas ainda têm receio em autorizar, por desinformação. Por isso, essa campanha é tão importante, porque esclarece como o processo de doação é realizado e sensibiliza sobre a importância desse ato. Toda grande instituição de saúde tem setores específicos para acolher e esclarecer as dúvidas das famílias. Quando falamos em doação de órgãos e tecidos estamos falando em solidariedade, em permitir a vida a outras pessoas”, reforça a gerente SUS do Real Hospital Português, Luciene Melo.

As doações vão para pacientes que necessitam de transplante e estão aguardando em uma lista de espera unificada. A posição nessa lista é definida por critérios técnicos de compatibilidade entre doador e receptor (tais como a compatibilidade sanguínea, antropométrica, gravidade do quadro e tempo de espera). Para alguns tipos de transplantes é exigida, ainda, a compatibilidade genética. Quando a doação é autorizada pela família, a Central Estadual de Transplantes gera a lista de receptores compatíveis. Se não existirem receptores compatíveis ou o Estado não realizar a modalidade de transplante do órgão doado, a distribuição passará para a Central Nacional de Transplantes.

Tipos de doação

A doação em vida pode ser feita por qualquer pessoa saudável e legalmente capaz que concorde com o ato, desde que não prejudique a sua própria saúde. É possível doar um dos rins, parte do fígado, parte dos pulmões e medula óssea. Por Lei, parentes até o quarto grau (avós, pais, irmãos, tios, sobrinhos, primos e netos) e cônjuges podem ser doadores. Pessoas não aparentadas podem doar somente com autorização judicial (exceto se a doação for de medula óssea).

A doação após a morte ocorre quando comprovada a morte encefálica. É possível doar coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões. Em caso de parada cardíaca, apenas tecidos podem ser doados. Apesar de ser um momento de perda para uma família, saber que um único doador pode salvar ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas é o principal objetivo da campanha Setembro Verde.

Doação de medula óssea

O transplante de medula óssea pode beneficiar pacientes de diferentes faixas etárias, no tratamento de cerca de 80 doenças. O doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras. Ou seja, para 75% dos pacientes é necessário identificar um doador a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis.

Para aumentar a chance de compatibilidade, é fundamental estar no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Para se cadastrar, procure o hemocentro do seu Estado, portando um documento de identidade. É preciso ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. O voluntário assinará um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) e preencherá uma ficha com informações pessoais. Uma pequena quantidade de sangue será coletada para o exame de histocompatibilidade (HLA), um teste para identificar as características genéticas. Os dados serão incluídos no REDOME para serem cruzados com os dos pacientes que necessitam de transplante de medula óssea. Quando houver um paciente com possível compatibilidade, você será consultado para decidir quanto à doação. Por isso, mantenha seus dados atualizados, no site http://redome.inca.gov.br/

*Com informações do Ministério da Saúde e do REDOME/INCA.